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Mostrador verde vale a pena? São 1.702 no Brasil e metade não está à venda

Gustavo Grossi 6 min de leitura
Relógio de mostrador verde escuro com acabamento raiado sobre lona verde-oliva

O verde saiu do nicho e virou a cor que toda marca lança. Fomos contar quantos existem de verdade no Brasil, quanto custam e o que a ficha deles entrega.

Quantos verdes existem

O verde deixou de ser exceção, e o número mostra o tamanho que ele alcançou:

Mostrador verde
Anúncios no varejo 1.702
Fatia do mercado 8,9%
Com peça pronta 828

Quase nove por cento de tudo o que se anuncia no Brasil tem mostrador verde. Para uma cor que há dez anos era rareza de catálogo, é uma virada grande.

Ele fica atrás de preto, azul e prata no ranking de cores, medido em a cor de mostrador mais comum, mas já é a cor de tendência com mais volume real no país.

Metade não está à venda

Aqui está o dado que muda a busca, e ele tem duas leituras opostas.

Dos 1.702 anúncios verdes, 828 têm peça disponível de fato. São 49%.

Isso é bem acima dos 39% do mercado geral, medido em só 40% do relógio anunciado está disponível, e a leitura correta não é a que parece.

Disponibilidade alta costuma indicar procura menor que a oferta, padrão que já apareceu no cruzamento de tamanho, em o tamanho mais vendido é o mais difícil.

Na prática, para quem compra é boa notícia: o verde que você quer tem chance real de existir hoje, o que não acontece com a faixa central de tamanho nem com boa parte das linhas mais desejadas.

Quem faz verde no Brasil

A oferta se concentra, como quase tudo no mercado brasileiro:

Marca Peças verdes disponíveis
Orient 310
Seiko 209
Citizen 83
Bulova 63
Casio 56
Tissot 35

Orient e Seiko somam 519 das 828, ou 63%. As japonesas abraçaram a cor com muito mais convicção que as suíças, que aparecem no fim da lista.

E as linhas que sustentam isso:

Coleção Peças verdes
Orient 3 Estrelas 95
Seiko Prospex 65
Seiko Presage 61
Seiko 5 Sports 60

Repare na mistura: a 3 Estrelas é entrada pura, a Prospex é mergulho de ferramenta, categoria detalhada no texto técnico da Monochrome, e a Presage é vestir. O verde atravessa as três propostas, o que é raro numa cor de tendência.

Orient e Seiko respondem por 519 dos 828 verdes disponíveis.
Orient e Seiko respondem por 519 dos 828 verdes disponíveis.

A ficha do verde

O preço primeiro, entre as peças disponíveis:

Verde disponível
Piso R$ 180
Mediana R$ 3.199
Teto R$ 64.040

De R$ 180 a R$ 64.040. Verde não é faixa de preço, é opção de cor que existe do relógio de resina ao topo do mercado.

E o vidro:

Vidro dos verdes
Safira 969 de 1.645
Fatia 59%

Cinquenta e nove por cento usam safira, o que coloca o verde praticamente na média do mercado. Não é a cor mais bem servida nem a pior: fica perto do azul, que tem 63%, e bem acima do dourado, que tem 37%. A comparação completa está em a cor do mostrador muda o preço.

O verbete da Monochrome lembra o que muda: safira quase não risca, mineral risca com areia e o risco fica.

E vale repetir o achado daquele levantamento, porque ele se aplica aqui: dentro da mesma coleção, o verde custa o mesmo que o preto. Na Seiko a mediana das duas cores é idêntica. Não existe ágio de cor a pagar.

Onde ele perde

Vale listar, porque cor de tendência tem armadilhas próprias.

Verde envelhece na moda. É a cor da vez, e cor da vez tem prazo. Preto e azul não têm, e o verbete sobre o relógio de pulso registra um século de gostos que foram e voltaram.

A revenda pode sentir. Comprador de usado tende ao conservador, lógica em relógio é investimento.

Foto engana muito. Verde escuro raiado parece preto em ambiente fechado e salta no sol, então a foto do anúncio quase nunca mostra o que você vai ver.

Combina com menos coisa. Num guarda-roupa neutro ele é o item que pede atenção.

Quarenta e um por cento não têm safira. A taxa está na média, e média não é garantia.

Nem todo anúncio declara a cor. São 921 sem o campo no país, conta em o que o anúncio não diz.

De R$ 180 a R$ 64.040, com safira em 59% deles.
De R$ 180 a R$ 64.040, com safira em 59% deles.

Qual comprar

Comece pela Orient 3 Estrelas se o critério é preço. São 95 peças verdes e é a linha mais barata com volume no país.

Vá de Prospex se o uso é de ferramenta. São 65 peças e a proposta é mergulho de verdade.

Vá de Presage se o verde é para vestir. São 61 peças e outra escola de acabamento.

Procure safira, que aqui é maioria. São 59%, então não há motivo para aceitar mineral sem conferir.

Não pague ágio pela cor. Dentro da mesma linha o verde custa o mesmo que o preto.

Peça foto sob luz natural. Verde escuro muda muito de aparência conforme a luz, e é a maior fonte de arrependimento nessa cor.

Se a revenda importa, pense duas vezes. Cor de tendência tem público menor no usado.

Perguntas frequentes

Relógio de mostrador verde vale a pena?

Vale, e a oferta é grande: são 1.702 anúncios no Brasil, com 828 peças prontas. A safira aparece em 59% deles, praticamente a média do mercado.

Quantos relógios verdes existem no Brasil?

São 1.702 anúncios, ou 8,9% do mercado, dos quais 828 têm peça disponível de fato.

Mostrador verde é mais caro?

Não dentro da mesma coleção. O preço vai de R$ 180 a R$ 64.040, com mediana de R$ 3.199, e a diferença que aparece no mercado inteiro é de composição, não de cor.

Qual marca faz mais relógio verde?

A Orient, com 310 peças verdes disponíveis, seguida da Seiko com 209. Juntas são 63% da oferta.

Verde escuro parece preto?

Muitas vezes sim, em ambiente fechado. O acabamento raiado só revela a cor sob luz direta, então vale pedir foto ao ar livre antes de fechar.

Verde é uma moda passageira?

Ele já ocupa 8,9% do mercado brasileiro e aparece em linha de entrada, de mergulho e de vestir, o que é mais estrutura do que uma moda costuma ter. Ainda assim é a cor da vez, e isso pesa na revenda.

O que fica

O verde deixou de ser exceção no Brasil. São 1.702 anúncios, ou 8,9% do mercado, com 828 peças prontas para sair.

A oferta é japonesa e concentrada: Orient e Seiko respondem por 519 das 828, com as suíças bem atrás. E a cor atravessa propostas muito diferentes, da 3 Estrelas de entrada à Prospex de mergulho e à Presage de vestir.

A ficha fica na média. Cinquenta e nove por cento usam safira, perto do azul e muito acima do dourado, e o preço vai de R$ 180 a R$ 64.040.

Dois pontos práticos fecham a conta. A cor não cobra ágio dentro da mesma linha, então escolher verde não custa dinheiro. E a disponibilidade é de 49%, bem acima da média do mercado, o que significa que aqui, ao contrário de quase tudo, o que você quer provavelmente existe hoje.

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