Casio vale a pena? É a marca mais disponível do Brasil, e a mais barata
Ela é a marca que mais aparece pronta para enviar no Brasil inteiro, e a mediana dela cabe no troco de qualquer concorrente. Nenhuma das duas coisas é acidente.
Existe uma marca que aparece em toda lista de “primeiro relógio” e em quase nenhuma conversa de entusiasta.
Os números do varejo brasileiro explicam as duas coisas de uma vez.
O relógio Casio é bom
Vale responder direto, porque é a pergunta que traz a maior parte de quem chega aqui.
Para o que ela se propõe, é boa, e em um campo ela é a melhor do país.
| Casio | O mercado | |
|---|---|---|
| Disponibilidade | 80% | 39% |
| Mediana | R$ 704 | R$ 2.599 |
| Piso | R$ 146 | |
| Safira | 7% | 58% |
Duas linhas explicam a marca inteira. Ela é a mais barata do Brasil, com mediana de R$ 704 contra R$ 2.599 do mercado, régua em qual marca de relógio é mais barata. E é a que mais tem peça pronta, com 80% dos anúncios em estoque contra 39% do mercado, medido em marca no catálogo e na prateleira.
O que ela não é boa é de vidro. Só 7% dos anúncios da marca usam safira, contra 58% do mercado, e é a linha da ficha que mais aparece no uso diário.
Ou seja: é boa para quem quer função por pouco dinheiro e agora, e é a escolha errada para quem quer um objeto que envelheça bem.
Quem é a Casio
A ficha da empresa mostra uma origem que não é de relojoaria.
A Casio nasceu em 1946, em Mitaka, Tóquio, como a oficina de Tadao Kashio, e virou Casio Computer Co. em 1957. Ela fazia calculadora, e a primeira delas de mesa vendeu um milhão de unidades em dez meses.
O relógio veio depois, e já veio diferente:
Casiotron, novembro de 1974. Digital, com um calendário que se ajustava sozinho aos meses de tamanhos diferentes. Naquela época isso era engenharia de ponta, não conveniência.
G-Shock, 1983. O engenheiro Kikuo Ibe propôs em 1981 um relógio com uma meta de três dezenas: dez anos de bateria, dez bar de água e sobreviver a uma queda de dez metros. O DW-5000C saiu em 1983.
Repare no que essas duas datas dizem. A Casio nunca tentou entrar na relojoaria tradicional. Ela entrou por eletrônica e por resistência, e é por isso que os números dela no Brasil são tão diferentes do resto.
O panorama das casas japonesas está em relógio japonês vale a pena.
A marca mais disponível do país
Aqui está o dado que separa a Casio de tudo.
Varremos 18.794 anúncios de relógio no varejo brasileiro e a Casio tem 1.052 deles. Destes, 842 estão com peça disponível.
| Marca | Disponíveis | Total | Taxa |
|---|---|---|---|
| Casio | 842 | 1.052 | 80% |
| Orient | 3.083 | 5.413 | 57% |
| Seiko | 1.329 | 3.194 | 42% |
| Tissot | 443 | 1.395 | 32% |
| Hamilton | 30 | 904 | 3% |
| Longines | 24 | 734 | 3% |
Oitenta por cento é a maior taxa do mercado brasileiro, contra uma média geral de 40%, levantamento completo em só 40% do relógio anunciado está disponível.
E o motivo é econômico. Estoque de Casio é barato de manter. Trinta peças na gaveta custam vinte e dois mil reais, contra setecentos mil em Longines. Isso permite à loja ter de verdade o que anuncia.
Para quem compra, a consequência é direta: é a marca em que o relógio chega rápido, e é onde desconto de estoque realmente acontece.

Quanto custa, de verdade
Entre as 842 peças disponíveis, o preço vai de R$ 146 a R$ 8.299, com mediana em R$ 704.
Setecentos e quatro reais. Metade da marca custa menos que isso, num mercado cuja mediana geral fica em vários milhares.
O piso é o F-91W, o digital de resina que virou objeto de cultura pop, a R$ 146.
E o teto surpreende quem só conhece a marca pelo piso. A linha Oceanus chega a R$ 8.299, e existem G-Shock de metal, os MT-G, perto de nove mil e seiscentos. A Casio cobre quase seis vezes de faixa dentro da mesma marca.
As coleções disponíveis hoje:
| Coleção | Peças em estoque |
|---|---|
| Vintage | 115 |
| G-Steel | 46 |
| Duro | 45 |
| G-Squad | 33 |
| Standard | 27 |
| Mudmaster | 17 |
E o movimento mostra por que ela não conversa com o entusiasta tradicional:
| Movimento | Peças |
|---|---|
| Quartzo | 399 |
| Digital | 174 |
| Solar | 99 |
| Automático | 74 |
Cento e setenta e quatro digitais. Nenhuma outra marca do retrato tem isso, e é a categoria que a Casio praticamente inventou em 1974.
E 74 automáticos, que quase ninguém sabe que existem. É a linha Duro, o mergulhador mecânico de entrada da casa, e ela responde por 45 das peças disponíveis.
O que ela troca pelo preço
Vale ser específico, porque a conta tem contrapartida clara.
O vidro. De 862 anúncios que declaram o material, só 57 usam safira, ou 7%. São 765 de cristal mineral e 40 de acrílico. Na média do mercado a safira está em 58%, e a régua completa está em safira ou mineral e no verbete da Monochrome.
O tamanho. As caixas mais comuns em estoque são 44,4 mm, 45,4 mm e 45 mm. É grande para pulso médio brasileiro, medida em como medir o pulso.
A pulseira. Quatrocentas e setenta e nove das 842 são de borracha, contra 285 de aço. Borracha resolve suor e água, e envelhece pior que metal.
O mostrador. Preto em 431 das 842. É metade da marca numa cor só.
O acabamento. Resina moldada não tem chanfro polido nem transição de elo. A peça entrega função, e não refino.
Onde ela ganha
Disponibilidade. É o argumento número um, e ele é medido: 80%.
Preço. Mediana de R$ 704 num mercado que raramente desce de dois mil.
Resistência real. O G-Shock foi projetado para queda de dez metros, e cumpre.
Pilha longa. A meta original era dez anos, e boa parte da linha chega perto.
Solar sem drama. São 99 peças movidas a luz, tecnologia detalhada em Citizen Eco-Drive vale a pena.
Precisão. Quase toda a linha é de quartzo, e quartzo mede melhor que mecânica com margem larga, conforme o comparativo da Monochrome. Num relógio de ferramenta isso é a escolha certa, e não a econômica.

Qual comprar
Compre o F-91W a R$ 146 se você quer o mínimo que funciona. É o digital mais vendido da história e não finge ser outra coisa.
Compre um Vintage se o desenho retangular metálico é o motivo. São 115 peças em estoque, a maior coleção disponível.
Compre um Duro se você quer mergulhador automático barato. São 45 disponíveis e é a linha mecânica da casa.
Compre um G-Shock se o uso é pancada de verdade. É onde a marca cumpre a promessa de projeto.
Não compre se você quer safira. Ela aparece em 7% dos anúncios da marca.
Não compre se o pulso é fino. As caixas mais comuns passam de 44 mm, e a marca só tem 21 peças em 38 mm entre as disponíveis.
Não compre esperando revenda. É a marca de maior volume do país, e volume alto deixa o mercado de usado lento, lógica em relógio é investimento.
Perguntas frequentes
O relógio Casio é bom?
Para o que ele se propõe, sim. É a marca com maior disponibilidade do varejo brasileiro, com 80% dos anúncios em estoque, e mediana de R$ 704. O que ela não entrega é vidro de safira nem acabamento refinado.
Quanto custa um Casio no Brasil?
De R$ 146 a R$ 8.299 entre as peças disponíveis, com mediana em R$ 704. O piso é o F-91W e o teto está na linha Oceanus.
Casio faz relógio automático?
Faz. São 74 automáticos entre os anúncios disponíveis, quase todos da linha Duro, que é o mergulhador mecânico de entrada da marca.
Casio tem vidro de safira?
Raramente. De 862 anúncios que declaram o material, 57 usam safira, 765 usam cristal mineral e 40 usam acrílico.
Qual a diferença entre G-Shock e Casio comum?
G-Shock é a linha de resistência a choque, criada em 1983 com meta de suportar queda de dez metros. O resto da marca é relógio comum, sem essa construção.
Por que a Casio sempre tem estoque?
Porque estoque barato é fácil de manter e gira rápido. Trinta Casio na gaveta custam vinte e dois mil reais, e trinta Longines custam setecentos mil.
O que fica
A Casio resolve duas coisas que o resto do mercado brasileiro resolve mal.
Ela tem o que anuncia. São 842 peças disponíveis de 1.052 anúncios, ou 80%, contra uma média de mercado de 40% e contra 3% de Hamilton e Longines.
E ela é barata de verdade. A mediana das disponíveis é R$ 704, com piso em R$ 146 no F-91W.
O preço tem contrapartida e ela está na ficha: safira em 7%, caixas que passam de 44 mm e borracha em 479 das 842. Quem compra Casio está comprando função e pronta-entrega, não refino.
E há uma linha que quase ninguém conhece: 74 automáticos, quase todos Duro, que é mergulhador mecânico pelo preço de um quartzo de marca.
